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domingo, 4 de março de 2012

Veículo da morte - as tattoos nos clubes de motocicletas

Zona de morte - tatuagens no exército americano

Maldade pura - tatuagens na prisão russa

Morte da Yakuza - o estilo tradicional japonês

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Los secretos del tatuaje

Este documentário também é do History Channel, mas está em espanhol - se vc preferir, não é difícil encontrá-lo em inglês; se vc não é fluente, vai no espanhol mesmo que dá pra entender legal... Pra ser sincera, nem sei se ele chegou a passar no Brasil. É um dos vídeos mais instrutivos que já vi, abordando de forma simples um período bastante amplo! Está dividido em 9 partes que somam mais ou menos 1 hora e meia de documentário. Uma dica: coloque o vídeo seguinte ao que vc vai ver para carregar enquanto assiste o anterior, para não ter que ficar esperando! (trust me, vc não vai querer esperar entre uma parte e outra!) Vai lá, faz uma pipoquinha, e bom divertimento!



















Comentários depois de ter assistido:
1) Muito respeito por esse apresentador, cara! Ele não só fez um tour pelos locais mais importantes como se tatuou com métodos clássicos e históricos - o ta ta u e o tebori - e, porra, ele tem um trampo do Horiyoshi III!
2) Pqp tomá no cu praquele preso que conseguiu, no peito, um trabalho que eu num consigo nem em estúdio!!!

Bairro de sangue - as tatuagens chicanas

Corpos Marcados

O canal History Channel gravou uma série de programas que mostram o submundo da tatuagem, as diferentes formas em que é expressada e seus representantes. Vale a pena conferir! Os episódios não seguem uma ordem específica, mas espero colocar todos aqui até o fim da semana!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Parte da História

Alex Binnie tatua desde o final dos anos 80 e é o proprietário do estúdio Into You (falei sobre um artista de lá num post domingo), aberto em 1993 em Londres. Há também uma filial em Brighton, onde Alex pode ser encontrado, desde que a consulta seja marcada. Ainda assim, acho que é um dos poucos estúdios que eventualmente atendem sem agendar...
Representando bem a velha guarda, no seu estilo predominam os traços uniformes e desenhos bastante sólidos. Suas especialidades são o oriental e o tribal. Vale apena conferir também sua arte realista feita apenas com cortes na madeira, um projeto que ele vem desenvolvendo já há alguns anos e que vem sendo exposto em galerias londrinas.













sábado, 27 de março de 2010

Vamos falar de vanguarda?

O motivo de eu amar a arte, qualquer que ela seja, incondicionalmente, é porque não importa o quanto se estude e se escreva sobre ela, sempre terá algo incerto ou para se contradizer. Tudo bem, a História toda é assim, mas na arte o caso é muito maior e mais óbvio por causa dessa obsessão por se classificar estilos, tipos de desenho, tipos de técnicas e de artistas e por aí vai.

Aí chegando na tatuagem, além da contradição rola tanta ironia que você não consegue mais parar de procurar e de pesquisar para tentar entender algo que você tem certeza que nunca vai entender. Isso pra mim é o sentido de amar! rsrs Mas antes que eu fique melosa demais, vou apresentar o artista desse post, um cara conhecido como Xed LeHead.

Londrino, na ativa desde o final dos anos 80 como tatuador, atualmente divide seu tempo entre os estúdios Divine Canvas e Into You. Eu o considero um artista de vanguarda pelas proporções que ele conseguiu (e ainda consegue) dar ao dotwork e à arte tribal em geral. Até hoje ele tem trabalhos bem inovadores, criações lindas que são verdadeiras ilusões de ótica na pele! Mas o que tem de irônico nisso? Ele não é bom desenhista! Pois é, ele não entrou no mundo da tatuagem porque desenhava e até hoje luta contra essa "falta de habilidade artística" (em suas próprias palavras), a qual compensou estudando arte e desenhos milenares. Suas inspirações vem de artes tribais como a polinésia, havaiana e de orientais, principalmente a indiana e a tibetana... O que eu considero outra ironia é ele ser um artista extremamente inovador totalmente baseado em artes tão antigas quanto a própria tattoo!


Ele também se especializou em desenhos bem geométricos e em grandes trabalhos em preto e foi um dos responsáveis pelo maior blackwork do qual se tem notícia (na verdade até hoje não sei se é preto ou azul): o corpo de Lucky Diamond Rich, reconhecido pelo Guinness como o homem mais tatuado do mundo, em quem Xed passou mais de 200 horas tatuando.

Foi difícil selecionar as tatuagens para colocar aqui, no site dele tem outras tantas que são, no mínimo, impressionantes!










domingo, 20 de dezembro de 2009

Mais sobre história da tattoo


Porque se você não está envolvido no meio, seja pescoçando ou trabalhando, é provável que nunca tenha ouvido falar de Kari Barba, cujo nome só toquei hoje, sinceramente, por pura leseira. E mesmo se você é um tatuador com menos de cinco anos de experiência talvez você também não a conheça. Até porque ela é de um tempo em que revistas de tatuagens não existiam, que dirá programas de tv sobre estúdios!
Tatuadora há 30 anos, Kari Barba tem 49 de idade; em sua bem sucedida carreira, já recebeu mais de 400 prêmios!!! É a fundadora do estúdio mais tradicional do estado da Califórnia, chamado Outer Limits Tattoo, que, em Anaheim, funciona há 25 anos no mesmo local. Tem ainda mais três "filiais", nas cidades de Costa Mesa, Orange e Long Beach, onde Kari tatua atualmente, além de uma loja virtual de camisetas com desenhos criados por ela e pelo filho, Jeremiah.

Pelo tempo de profissão, uma de suas características mais marcantes é típica da velha escola (e, feliz ou infelizmente, rara na nova escola): a versatilidade. Suas preferências pessoais são por trabalhos grandes em geral, orientais tradicionais e retratos. Se eu conseguir me lembrar, mais pra frente, posto aqui, traduzida, uma entrevista que tenho com ela numa antiga revista de tattoo americana que comprei - medo - no século passado (rs).












domingo, 15 de novembro de 2009

A tatuagem e o tempo

(por Francine Oliveira)

É inevitável que a tatuagem perca a qualidade com o passar do tempo; em algumas, essa deterioração é quase imperceptível, mas o que ocorre é um "espalhar" da tinta, no sentido de que ela fica um pouco além dos limites do que antes era o traço ou o preenchimento, ou seja, ela vai crescer um pouco - em termos de milímetro (nem é milímetros, é milímetro mesmo!)...


Não há local do corpo que fique cem por cento imóvel, a pele de qualquer parte se movimenta, então o que "dita" a deterioração da tattoo é onde ela se movimenta menos e onde ela está menos exposta (por causa do sol).

No caso, algo que deve ser pensado é o desenho; se você vai tatuar num local com tendência maior a deformação, o melhor é que os traços sejam bem definidos (isso não significa que eles tenham que ser grossos) e que o desenho tenha poucos detalhes em preto, poucos traços "dentro" dos limites do próprio traço que delimita o desenho... por exemplo, um rosto no braço deveria ser sempre grande o bastante para que os detalhes estejam bem visíveis e não se "fundam" (tipo, os olhos devem estar visivelmente definidos, bem como o nariz e a boca, a ponto de poderem ser coloridos), então, uma tattoo clássica de uma fadinha seria algo fora de questão no braço a não ser que o rosto dela tenha no mínimo uns 4cm com ressalvas!

A tribal - e aqui posso também me referir a tatuagens totalmente pretas, seja maori, abstract noir, formas geométricas, estrelas e tudo o que tenha grande quantidade de preto (ou apenas preto) - é uma ótima opção, desde que não seja pequena e difícil de delimitar já quando é tatuada, tipo borboletinhas micro... por mais que a tinta se espalhe, ela não perderá a definição, a não ser que você cisme de colocar um detalhe "dentro" do desenho (por exemplo, um sol com um rosto... aí é bem provável que o rosto não fique definido por muito tempo).
Tatuagens que usam uma cor só para definir um fundo também são arriscadas... pensando, por exemplo, num céu azul escuro com estrelinhas... com o tempo as estrelinhas vão certamente perder a definição e vai ficar parecendo um borrão azul... pior ainda se as estrelinhas forem feitas apenas com tinta branca (que "queima" facilmente no sol) ou, ainda mais desastroso, se as estrelinhas forem azul claro! Uma menina aqui da facul fez um fundo para um "dragão tribal" que é o céu azul e o mar azul claro... isso, na certa, vai virar um borrão com uma tribal na frente!

Voltando aos lugares e tomando essa menina como exemplo, a tal tatuagem está na lateral da panturrilha, um lugar que deforma relativamente pouco, mas que ela faz questão de deixar sempre a mostra... ela não malha, então a tattoo vai deformar menos ainda, mas o sol vai "desbotar" a tattoo e tirar a definição do fundo. Se a tattoo fosse na batata da perna seria pior, pois é um local onde a musculatura está em constante movimento quando andamos... essa movimentação basta para "engrossar" o traço. Essa mesma menina (tomara que ela não leia este blog hahahaha) tem uma Betty Page no braço, e aí eu jogo um pouco da culpa no tatuador: o desenho começa uns centímetros abaixo do ombro, mas não está completamente na lateral do braço, está um pouquinho mais "pra dentro" e mais ou menos da coxa até onde começam pés ficam localizados na parte imediatamente de fora (ou ao lado) da articulação interna do braço (a pin-up está numa posição meio agaichada)... o que essa tattoo vai virar? O rosto vai se salvar por ser "grande", definido... mas o traço do ombro esquerdo da pin-up e parte do traço do braço provavelmente vão engrossar mais rápido que o restante dos traços... as pernas da pin-up, que já não ficam legal quando a menina dobra o braço tendem a se deformar um pouco com esse movimento, e os traços devem engrossar mais que o restante também. Eu sei que o cara é um bom tatuador, manda bem, mas não tem a mínima noção de posicionamento, algo que, durante o curso de tattoo ninguém parece se preocupar muito e fica dependente do bom senso do tatuador na hora de fazer... mas bom senso tb é relativo, já que isso depende do gosto do cara, né?! Ah, já ia me esquecendo... a menina também faz questão de mostrar a tattoo, então anda muito de camiseta... resultado II: a cor da "pele" da pin-up (que é um pouco mais escura que a pele da menina) vai desbotar e como parece que a tinta que ele usou foi misturada, vai ficar a cor primária dessa tinta, que é a que desbota menos, provavelmente um marrom claro!

No final das contas, acho que para se ter um bom resultado a longo prazo é só seguir a ideia de que, quanto menor o desenho, mais minimalista (menos elementos) ele deve ser (ou conter).


Mas tem ainda uma outra questão: a pele. Quanto mais estrias uma pessoa tiver, significa ter uma menor a elasticidade da pele e quanto menos elástica, maior a chance da tatuagem se deformar, ou melhor, maior a deformação da tattoo, principalmente em casos de a pessoa emagrecer ou engordar ou, no caso das mulheres, de engravidar. Para pessoas com peso inconstante, é melhor evitar tattoos em locais onde a gordura acumula mais, locais que mudariam em caso de emagrecer ou engordar mesmo.

Eu encontrei esse desenho, no Oráculo, mostrando os melhores lugares pra se tatuar... as informações estão corretas, mas o desenho ficou uma porcaria pq quiseram fazer algo estilizado e perderam a precisão da "localidade"... então ele fica servindo apenas para este último caso que eu falei. Eu coloquei umas bolinhas verdes para os lugares ideais em qualquer caso; só me esqueci de colocar na cabeça, o melhor local para manter uma tattoo bonita pra sempre (rs)

Eu só não concordo com a tattoo nas costas, pq depende muito de um milhão de fatores, como, se a pessoa fizer exercícios regulares para os braços, tríceps e essa região das "asas", um tattoo na parte lateral das costas se deformaria rapidamente; se ela fizer na parte inferior, principalmente no caso das mulheres, ela também vai se deformar, pois ali é um ponto de acúmulo de gordura... então o único lugar indicado no meio das costas seria a região que segue a espinha.


É claro que ninguém vai deixar de se tatuar onde quer por causa desses fatores; a deformação da tattoo ocorre a longo prazo, além de cada um ter sua prioridade no que diz respeito a conservação e beleza da tatuagem; para muitos, certos efeitos não importam e desde que uma parte da tattoo permaneça visível, o fundo seria o de menos... e, obviamente, um bom tatuador pode (e deve) orientar o cliente a respeito das modificações necessárias ao desenho para que ele se conserve NÍTIDO, a principal característica que todos devem buscar numa tattoo.

P.S.: Eu escrevi este texto com base no meu CONHECIMENTO PRÓPRIO, com o tempo que passo na minha vida pesquisando sobre o mundo da tattoo. Não copiei e colei NADA (além da imagem), apenas escrevi pensando no que podia me lembrar sobre o assunto e, por isso, não gostaria que alguém simplesmente chegasse aqui, copiasse e colasse em outro lugar SEM AS DEVIDAS REFERÊNCIAS! Isso não é só uma questão de respeitar o texto alheio, mas de respeitar sua própria intelectualidade/capacidade, cara pálida!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Old School X New School


Que os estilos se fundiram todos concordam, mas em que momento isso aconteceu não é, necessariamente, determinado...
Antes de falar do que eu considero ser a tattoo moderna, quero colocar aqui um trecho tirado do Portal Tattoo dos mais interessantes sobre a introdução da tatuagem na cultura americana.

A tatuagem foi introduzida no Ocidente no século XVIII, com as explorações que colocaram os europeus em contato com as culturas do Pacífico. Nessa época não existiam tatuadores profissionais, mas alguns amadores já estariam a bordo dos navios e em grandes portos. Na segunda metade do século XIX, as tatuagens viraram moda entre a realeza européia.

No final do século XIX, a febre da tatuagem espalhou-se na Inglaterra como em nenhum outro país da Europa. Graças à prática dos marinheiros ingleses em tatuarem-se. Vários segmentos da sociedade inglesa se tornaram adeptos da arte. Mas mesmo com a realeza tendo sido tatuada, a maioria das pessoas insistia em associar o ato de tatuar com uma propensão à criminalidade e marginalidade. Outros interpretavam a penetração da carne como uma tendência à homossexualidade.

A palavra tatuagem origina-se do inglês tattoo. O pai da palavra "tattoo" foi o capitão James Cook , que escreveu em seu diário a palavra "tattow", também conhecida como "tatau", uma onomatopéia do som feito durante a execução da tatuagem, em que se utilizavam ossos finos como agulhas, no qual batiam com uma espécie de martelinho de madeira para introduzir a tinta na pele. A partir de 1920 a tatuagem foi ficando mais comercial, tornando-se mais popular entre americanos e europeus. Surgindo uma gama de tatuadores que eram artisticamente ambiciosos. Eles acharam muitos clientes nas décadas de 1950 e 1960. Durante muito tempo, nos Estados Unidos, a tatuagem esteve associada a classes sócio-econômicas mais baixas, aos militares, aos marinheiros, às prostitutas e aos criminosos.


Bom, o local de nascimento da velha escola da tatuagem foi o Chatham Square, Nova York, onde Samuel O'Reilly, vindo de Boston, - o inventor da máquina de tattoo moderna, utilizada até os dias de hoje - montou sua loja. Após sua morte, em 1908, seu aprendiz Charlie Wagner abriu uma espécie de fornecedora de materiais de tatuagem e treinou Lew Alberts na técnica de desenhar papéis de parede, técnica esta que seria usada para a reprodução de desenhos de tatuagem. Lew Alberts, então, tornou-se famoso por redesenhar grande parte das primeiras folhas de catálogo de imagens, conhecidas como flashes.
Nos anos de 1910 a tatuagem se popularizou pelos Estados Unidos, inclusive por seu caráter cosmético: blush para as bochechas, lábios coloridos e delineadores. Com a Primeira Guerra, os catálogos de desenhos para tattoo se encheram de temas militares ligados à bravura e à guerra.

Nos anos 20, com a depressão econômica, Chatham Square se tornou impopular e o centro da tatuagem migrou para Coney Island. Tatuadores de todo o país começaram a abrir suas lojas perto de bases militares, principalmente de bases navais, e as tatuagens tornaram-se marcas de viagens também entre os marinheiros dos E.U.A.

Durante a Segunda Guerra, essa arte foi cada vez mais associada a motoqueiros e delinquentes juvenis - quem não se lembra do filme "Juventude Transviada"? - até que, após uma epidemia de hepatite, em 1961, a tatuagem se confinou definitivamente no meio underground. Aqui ela se torna mais uma forma de identificação de gangues, e elementos como socos ingleses, correntes, símbolos e, no caso dos sulistas e mexicanos, caveiras e santos católicos são incorporados aos desenhos.

Mesmo que várias lojas de tatuagem tivessem equipamento de esterilização, poucas o utilizavam, devido à quantidade de gastos gerados. Os jornais noticiavam histórias sobre envenenamento sanguíneo e contaminações causadas por agulhas de tattoo e, mesmo que, incialmente, o governo de Nova York desse a oportunidade, aos tatuadores, de formarem associações para uma possível regulamentação, estando os tatuadores tão independentes, não houve nenhum tipo de organização. Um código de violação da saúde foi emitido e as lojas na Times Square e Coney Island se viram obrigadas a fechar suas portas.

De qualquer forma, essa busca pela "segurança sanitária" despertou a curiosidade de vários jovens da época, muitos envolvidos com formas de arte alternativas como o grafitti, que desenvolveram um novo tipo de conceito para a tattoo - essa seria a nova escola.

A grande popularização da tatuagem nas Américas começou nos anos 70, quando a Califórnia foi o berço dos desenhos que reproduziram imagens de Marilyn Monroe, James Dean e Jimmy Hendrix. Nessa mesma época, os surfistas lançaram a moda de braços decorados com dragões e serpentes. Na década de 80, foi a vez dos tigres e das águias. Desde então, a tatuagem teve um aumento tão grande de popularidade que o número de estúdios subiu de cerca de 300 para mais de 4.000 nos últimos 20 anos, nos Estados Unidos.

terça-feira, 31 de março de 2009

É...


Eu falei que este post vinha logo depois do outro mas demorei um pouco mais pra fazê-lo porque fui pesquisar umas coisitas pra adicionar aqui... Isso significa muita coisa para ler, mas aos interessados, vale a pena.
Nesse meio da tattoo se ouve muito falar em old school e new school e muitas vezes isso fica parecendo um dialeto só pra tatuadores porque às vezes não dá pra saber a diferença de um pra outro... a verdade? NEM OS TATUADORES SABEM MAIS A DIFERENÇA.

Particularmente, eu prefiro considerar old school, ou velha escola, como a gama de profissionais antigos, pertencentes até a terceira geração (no caso aqui do Brasil), devotos inabaláveis do Lucky Tattoo que ainda costumam dar as caras nos eventos, muitos deles tatuando com maior disposição que alguns caras novos!
Mas aí é uma definição pessoal, e quando você passa para a questão de "mundo", é preciso ter um referencial. Então, vai aí o referencial necessário para se entender o que é o estilo old school:
1. Traços simples e limpos, bem como a apresentação do desenho, também simples e limpa.
2. A idéia de sombra é marcada pelo preto, mas apenas marcada. Por não ter efeito de brilho nem de profundidade, o desenho parece mais plano mesmo.
3. Os motivos mais comuns são as âncoras, corações, adagas, mulheres (com forma mais caricatural), nomes e frases em faixas. São temas que, na época da guerra, foram largamente utilizados por marinheiros, a única "casta" de tatuados não condenada ao underground.
4. Além de simples, o traço é invariável, ou seja, todo de uma mesma espessura, grossa e uniforme (normalmente são feitos com buchas de 7 ou 9 agulhas que formam uma espécie de "bico" redondo quando soldadas juntas).

O old school é sempre uma boa opção de tattoo por não sair de moda, e manter a qualidade com o passar do tempo, mesmo que a tinta "se espalhe" um pouco pela constante movimentação da pele.

Por enquanto não vou usar a história da tatuagem como referência para não confundir estilos, mas queria ressaltar que, hoje em dia, é muito difícil encontrar um desenho que seja verdadeiramente um old school, respeitando os elementos e o estilo em si. Por exemplo, socos ingleses, olhos e diamantes começaram a aparecer nos desenhos mais tarde, e já caracterizam uma mistura de estilos. Esta mistura já vai dar para entender no próximo post...
- o desenho e a tattoo são trabalhos de Danny G.