quarta-feira, 1 de abril de 2009

Old School X New School


Que os estilos se fundiram todos concordam, mas em que momento isso aconteceu não é, necessariamente, determinado...
Antes de falar do que eu considero ser a tattoo moderna, quero colocar aqui um trecho tirado do Portal Tattoo dos mais interessantes sobre a introdução da tatuagem na cultura americana.

A tatuagem foi introduzida no Ocidente no século XVIII, com as explorações que colocaram os europeus em contato com as culturas do Pacífico. Nessa época não existiam tatuadores profissionais, mas alguns amadores já estariam a bordo dos navios e em grandes portos. Na segunda metade do século XIX, as tatuagens viraram moda entre a realeza européia.

No final do século XIX, a febre da tatuagem espalhou-se na Inglaterra como em nenhum outro país da Europa. Graças à prática dos marinheiros ingleses em tatuarem-se. Vários segmentos da sociedade inglesa se tornaram adeptos da arte. Mas mesmo com a realeza tendo sido tatuada, a maioria das pessoas insistia em associar o ato de tatuar com uma propensão à criminalidade e marginalidade. Outros interpretavam a penetração da carne como uma tendência à homossexualidade.

A palavra tatuagem origina-se do inglês tattoo. O pai da palavra "tattoo" foi o capitão James Cook , que escreveu em seu diário a palavra "tattow", também conhecida como "tatau", uma onomatopéia do som feito durante a execução da tatuagem, em que se utilizavam ossos finos como agulhas, no qual batiam com uma espécie de martelinho de madeira para introduzir a tinta na pele. A partir de 1920 a tatuagem foi ficando mais comercial, tornando-se mais popular entre americanos e europeus. Surgindo uma gama de tatuadores que eram artisticamente ambiciosos. Eles acharam muitos clientes nas décadas de 1950 e 1960. Durante muito tempo, nos Estados Unidos, a tatuagem esteve associada a classes sócio-econômicas mais baixas, aos militares, aos marinheiros, às prostitutas e aos criminosos.


Bom, o local de nascimento da velha escola da tatuagem foi o Chatham Square, Nova York, onde Samuel O'Reilly, vindo de Boston, - o inventor da máquina de tattoo moderna, utilizada até os dias de hoje - montou sua loja. Após sua morte, em 1908, seu aprendiz Charlie Wagner abriu uma espécie de fornecedora de materiais de tatuagem e treinou Lew Alberts na técnica de desenhar papéis de parede, técnica esta que seria usada para a reprodução de desenhos de tatuagem. Lew Alberts, então, tornou-se famoso por redesenhar grande parte das primeiras folhas de catálogo de imagens, conhecidas como flashes.
Nos anos de 1910 a tatuagem se popularizou pelos Estados Unidos, inclusive por seu caráter cosmético: blush para as bochechas, lábios coloridos e delineadores. Com a Primeira Guerra, os catálogos de desenhos para tattoo se encheram de temas militares ligados à bravura e à guerra.

Nos anos 20, com a depressão econômica, Chatham Square se tornou impopular e o centro da tatuagem migrou para Coney Island. Tatuadores de todo o país começaram a abrir suas lojas perto de bases militares, principalmente de bases navais, e as tatuagens tornaram-se marcas de viagens também entre os marinheiros dos E.U.A.

Durante a Segunda Guerra, essa arte foi cada vez mais associada a motoqueiros e delinquentes juvenis - quem não se lembra do filme "Juventude Transviada"? - até que, após uma epidemia de hepatite, em 1961, a tatuagem se confinou definitivamente no meio underground. Aqui ela se torna mais uma forma de identificação de gangues, e elementos como socos ingleses, correntes, símbolos e, no caso dos sulistas e mexicanos, caveiras e santos católicos são incorporados aos desenhos.

Mesmo que várias lojas de tatuagem tivessem equipamento de esterilização, poucas o utilizavam, devido à quantidade de gastos gerados. Os jornais noticiavam histórias sobre envenenamento sanguíneo e contaminações causadas por agulhas de tattoo e, mesmo que, incialmente, o governo de Nova York desse a oportunidade, aos tatuadores, de formarem associações para uma possível regulamentação, estando os tatuadores tão independentes, não houve nenhum tipo de organização. Um código de violação da saúde foi emitido e as lojas na Times Square e Coney Island se viram obrigadas a fechar suas portas.

De qualquer forma, essa busca pela "segurança sanitária" despertou a curiosidade de vários jovens da época, muitos envolvidos com formas de arte alternativas como o grafitti, que desenvolveram um novo tipo de conceito para a tattoo - essa seria a nova escola.

A grande popularização da tatuagem nas Américas começou nos anos 70, quando a Califórnia foi o berço dos desenhos que reproduziram imagens de Marilyn Monroe, James Dean e Jimmy Hendrix. Nessa mesma época, os surfistas lançaram a moda de braços decorados com dragões e serpentes. Na década de 80, foi a vez dos tigres e das águias. Desde então, a tatuagem teve um aumento tão grande de popularidade que o número de estúdios subiu de cerca de 300 para mais de 4.000 nos últimos 20 anos, nos Estados Unidos.

terça-feira, 31 de março de 2009

É...


Eu falei que este post vinha logo depois do outro mas demorei um pouco mais pra fazê-lo porque fui pesquisar umas coisitas pra adicionar aqui... Isso significa muita coisa para ler, mas aos interessados, vale a pena.
Nesse meio da tattoo se ouve muito falar em old school e new school e muitas vezes isso fica parecendo um dialeto só pra tatuadores porque às vezes não dá pra saber a diferença de um pra outro... a verdade? NEM OS TATUADORES SABEM MAIS A DIFERENÇA.

Particularmente, eu prefiro considerar old school, ou velha escola, como a gama de profissionais antigos, pertencentes até a terceira geração (no caso aqui do Brasil), devotos inabaláveis do Lucky Tattoo que ainda costumam dar as caras nos eventos, muitos deles tatuando com maior disposição que alguns caras novos!
Mas aí é uma definição pessoal, e quando você passa para a questão de "mundo", é preciso ter um referencial. Então, vai aí o referencial necessário para se entender o que é o estilo old school:
1. Traços simples e limpos, bem como a apresentação do desenho, também simples e limpa.
2. A idéia de sombra é marcada pelo preto, mas apenas marcada. Por não ter efeito de brilho nem de profundidade, o desenho parece mais plano mesmo.
3. Os motivos mais comuns são as âncoras, corações, adagas, mulheres (com forma mais caricatural), nomes e frases em faixas. São temas que, na época da guerra, foram largamente utilizados por marinheiros, a única "casta" de tatuados não condenada ao underground.
4. Além de simples, o traço é invariável, ou seja, todo de uma mesma espessura, grossa e uniforme (normalmente são feitos com buchas de 7 ou 9 agulhas que formam uma espécie de "bico" redondo quando soldadas juntas).

O old school é sempre uma boa opção de tattoo por não sair de moda, e manter a qualidade com o passar do tempo, mesmo que a tinta "se espalhe" um pouco pela constante movimentação da pele.

Por enquanto não vou usar a história da tatuagem como referência para não confundir estilos, mas queria ressaltar que, hoje em dia, é muito difícil encontrar um desenho que seja verdadeiramente um old school, respeitando os elementos e o estilo em si. Por exemplo, socos ingleses, olhos e diamantes começaram a aparecer nos desenhos mais tarde, e já caracterizam uma mistura de estilos. Esta mistura já vai dar para entender no próximo post...
- o desenho e a tattoo são trabalhos de Danny G.

Tradicionalismo inspirador

Um dos meus estilos favoritos, porque não tem jeito, old school é o tipo de desenho que fica mais bonito na pele, mais chama a atenção e permanece por mais tempo definido, como se a tattoo fosse nova!... Vou até aproveitar e dedicar esse post pra GABI, que é uma das pessoas que conheço que mais preserva as tattoos rs e fez as melhores escolhas também, - a maioria, num estilo tradicional - até pro cover up! Fica registrada aqui a minha invejinha... e minha declaração também, porque tá pra nascer alguém que me encante tanto quanto essa pessoinha!
Voltando ao foco, os trabalhos aqui foram feitos por Danny G., que já vai ganhar um segundo post logo depois deste com mais dicas a respeito de desenhos e estilos...
Ele tem 23 anos e tatua no Electric Soul, em Lancaster, na Califórnia.





PERGUNTA DIRECIONADA: O QUE ACONTECEU COM O BLOG TATTOO GRRRLS? O link não tá mais direcionando... :(

segunda-feira, 30 de março de 2009

Vamos às dicas

No post anterior eu apresentei o trabalho de Sean Karn que é um bom exemplo quando se trata de tatuadores que trabalham o realismo sem traço, principalmente por fazer mais representações de animais, que exigem um grande trabalho de textura, muitas vezes, em detrimento da sombra e, para completar, essas tattoos de animais quase sempre têm uma paisagem ao fundo, com o céu e o mar ou cachoeiras e pedras... enfim, elementos que também raramente levam traço e quase nunca levam sombra... Antes de chegar ao ponto principal deste post, eu gostaria que vocês reparassem bem nesses detalhes que eu descrevi na prática, através das fotos abaixo; reparem, também, na fusão das cores e no papel crucial que elas têm ao definir elementos como o movimento das águas ou o semblante de uma floresta, por exemplo (todas as tatuagens foram feitas pelo Sean Karn):






Não é preciso dizer que poucos são os tatuadores capazes de realizar trabalhos como os acima e que esses só são recomendados para quem tem a pele bem clara... além do mais, se o profissional seguir um estilo mais tradicionalista de tatuar, é bem provável que ele se recuse a fazer algo do tipo, alegando que desenhos como este, na pele, com o tempo, podem virar um grande "borrão" - a não ser que ele pertença à narcísica casta do nosso querido Zilli, que parece tratar a pele com um pedaço de papel que, depois de envernizado, não vai enrugar nem descascar nem se danificar pela exposição do sol.

A tatuagem acompanha a pele em suas mudanças advindas da idade, portanto, quanto melhor você cuidar de sua pele, por mais tempo você manterá, também, o aspecto original de sua tattoo. É exatamente por isso que se vê muito, principalmente em pessoas que se expõem constantemente ao sol sem proteção, tattoos desbotadas e "estouradas", com traços grossos. A tendência da tinta de se expandir pela pele à medida que esta envelhece é algo natural e, de certa forma, inevitável, mas que pode muito bem ser evitada simplesmente seguindo a risca os conselhos contidos daquele papelzinho que você ganhou ao fazer a tattoo e que provavelmente nem foi lido até o fim para ser esquecido em uma gaveta qualquer... Pense nisso!

Outros caras bem famosos que fazem maravilhas usando apenas técnicas de sombrear e colorir já apareceram por aqui antes, mas optei por exemplificar com Sean por esse estilo parecer mais óbvio aos olhos em tatuagens realistas de animais.

E a tinta corre solta...


Na semana passada eu já havia postado sobre um artista do estúdio Fuzion Ink que fica em Norfolk, Virgina Beach. E se Tanane Whitfield é o representante do new school, Sean Karn, tatuador de 36 anos, responde por um estilo realista e sem traços tão característico quanto marcante! E não é por trampar com realismo, - estilo automaticamente associado a cópia e produção - que Sean deixa de ser inovador, muito pelo contrário, é interessante como suas obras na pele são originais!



E, pela primeira vez, eu vou usar um post (no caso, este mesmo) para dar continuidade no seguinte, aproveitando os próprios exemplos do artista...

EU SINCERAMENTE GOSTARIA QUE AS PESSOAS QUE VISITAM ESTE BLOG COMENTASSEM, NEM QUE SEJA PRA DAR UM OI!

Feliz de saber que a Débora (Bathory Soul) vai realmente dar o ar da graça por aqui, já começou matando a pau! E por falar em matar a pau, eu tenho alguns belíssimos trabalhos para colocar aqui, o que significa que, se antes o nível de atualização do blog era alto, agora passa a ser frenético. Pelo contador estamos quase atingindo 2000 visitas, e devemos ter uns 10 comentários só... PORRA, VAMO COMENTAR AE!... como eu falei, nem que seja pra dar um "oi"...

Para começar... Dias de Los Muertos!

Fui convidada pela Fran a ser colaboradora do Blog, e enquanto preparo um post sobre um tatuador brasileiro mto foda (postarei em breve) venho me apresentar rapidamente e falar sobre um outro artista (afinal o blog  engloba vários tipos de arte, certo?)... então vamos aos  finalmentes:

Meu nome é Débora, mas conhecida na net como BATHORYsoul. Desenvolvi o gosto pela modificação corporal inspirado pela própria Fran, hoje trabalho como Body Piercer e Assessora de Imprensa de bandas de Metal, ponto.

O meu post de estréia é sobre o desenhista, escultor e multi-artístico (???) Léo Dias...

Pra quem ainda não se localizou, foi ele quem fez a capa do álbum Nation (SEPULTURA)... mas suas habilidades artísticas vão muito além dos desenhos. 


Léo é um aficionado por esculturas, em geral voltadas ao Terror Trash (vemos muitos Zumbis em  seus trabalhos), e as faz com um realismo impressionante (e deixo claro que não sei nada de denominações quando se trata de arte, eu apenas as adimiro, portanto, se eu errar em algo comentem reclamando com a Fran =P), também trabalha com imagens de heróis e músicos dando ao seu portifólio uma infinidade de temas e nos deixando sem a menor chance de escolhermos qual foi o seu melhor momento. Afinal, Léo Dias de Los Muertos, pelo menos para mim, só teve ótimos momentos como artista.

Pra quem quer saber mais, há uma entrevista com o mesmo (coicidência!!! eu mesma fiz =D) aqui, em que ele fala como começou a trabalhar nessa área, sobre os trabalhos que já fez, os plágios que já sofreu e artistas de Photoshop, dêem uma conferida.

Enquanto isso, tirem as próprias conclusões a respeito desse garoto, que merecia muito mais reconhecimento (como tantos outros nesse Brasil): 








Essa última imagem (só pra constar: o editor de imagens do Blog eh uma MERDA) é de um desenho que Léo fez para tatuagem, no Orkut dele, além de inúmeras esculturas, ainda se encontra várias tattoos de desenhos dele e capas de álbuns...

E, caso alguém não tenha percebido, alí emcima (eu ainda não descobri como escrever do lado da imagem!) são esculturas do Paul Booth e Kerry King... FODA!!!

Espero que gostem ;)


Mais uma parceria (reparem nos banners no lado direito da página, sempre, ok?!)

Arte
Desmotivado.com

Para distrair

Um blog e um jogo:
Vida de Merda
Guerra Khan
se quiserem me mandar uma msg tanto em um quando em outro, procurem por freakfran

domingo, 29 de março de 2009

Recado + post artístico


Bom, não sei se todos os meus amigos continuam visitando o blog, não sei quem visita o blog mas, enfim, ele é um bom lugar para explicar que, por hora, quero colocar a Fran em mode off. A Fran não tem como sair do mundo, mas de vez em quando ela dá seu jeito de sumir e pode ser, então, que ela suma se ela realmente tiver forças pra isso. A verdade é que no momento ela não tem forças para reagir. Mas a depressão da Fran não significa a incapacidade da Brutal_artisT, um alterego que, fosse possível, englobaria e engoliria a Fran, para que só a Brutal_artisT passasse a existir. Mas tendo a faculdade e até uma "semi-vida social" a cumprir, a Fran ainda tem que viver mais um pouco...

Deixando a autopiedade ridícula de lado, o post de hoje é inteiramente creditado a Ana Elisa Carvalho, que me mandou o email sobre este artista iraniano chamado Iman Maleki, premiado com o William Bouguereau e o Chairman's Choice no II Concurso
Internacional de Art Renewal Center e vem sendo considerado o melhor pintor realista do mundo. Bom, eu diria que ele nem se encaixa no realismo, mas no ultrarrealismo inaugurado por Gustave Courbet e que, certamente, vai ganhar um post mais pra frente.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Cachorros




A especialidade do ilustrador inglês Mike Sibley são os cachorros, de todas as raças, tamanhos, formas... também já publicou vários livros, alguns específicos para desenhar nossos queridos caninos, outros abordando a ilustração de forma geral, claro, a partir do realismo. Em seu site há alguns tutoriais em formato demo, muito bons, mas, de novo, só servem para quem já tem um certo domínio de inglês!

Pausa nos desenhos

Eu tive que dar uma pausa, primeiro porque acho que ninguém tá lendo esses posts... aliás, isso é paia, mas acho que o blog não serve para textos, só para imagens mesmo... pqp povo preguiçoso!... De qualquer forma, eu parei pra colocar aqui uma propaganda da rede britânica de fast-food KFC que eu vi no Manicômio S.A. e que ficou genial!

quarta-feira, 25 de março de 2009

O fodão


Com o perdão do título, mas é verdade rs
J.D. Hillberry é um mestre do realismo. Já escreveu vários livros e viaja pelos Estados Unidos fazendo apresentações e workshops além de moderar vários fóruns de discussões sobre arte.
Para desenvolver seus desenhos ele se utiliza não só do grafite como também do carvão, excelente material para cobrir áreas mais extensas de fundo ou para sombras mais densas.


Para quem tem um bom domínio de inglês, vale ler o mini-tutorial (o resto é pago) que Hillberry colocou em seu site e que fornece algumas dicas para desenhos a lápis. Para quem tem um cartão de crédito com limite razoável, acho que compensa comprar seus livros, até porque, salvo o humor negro, estando o cara ainda vivo, é difícil achar cópias piratas para download na net... Se alguém conseguir, por favor, me avise!

terça-feira, 24 de março de 2009

Enquanto isso, no Brasil...


Nelson Alves, mais conhecido como Nelves começou sua carreira fazendo ilustrações para a Editora Abril, na Revista Placar, desenhando rostos de jogadores de futebol.
Atualmente, é professor de desenho e ministra cursos inclusive pela internet, focando no estilo realista e sempre divulgando a idéia de que, para reproduzir retratos, é necessário, primeiro, aprender a ver a imagem. Não é um curso barato, mas vale a pena dar uma olhada, principalmente no feedback de quem já assistiu às aulas.

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Paulo Martinez é um artista de Belo Horizonte que aplica o realismo também a paisagens e criações em cima da própria reprodução das fotos.

Retomando

Andy Buck é um britânico de apenas 19 anos de idade, fotógrafo e artista, que já impressiona pela qualidade de seu realismo, principalmente ao desenhar crianças - uma modalidade especialmente difícil.



Antes de mais nada

Eu sou uma artista iniciante, mas posso garantir que meus desenhos são melhores que os do nosso querido Jean Paul Zilli, porque provavelmente eu assisti às aulas que ele matou quando estava na faculdade.
Quando você se dispõe a "aprender" desenho, você deve estar preparado para as parte chatas, porque elas serão bem mais constantes que as partes divertidas, afinal, como em qualquer outra formação, o estudo é necessário. Então, para quem está pensando em entrar para um curso de desenho, já vou logo avisando: NÃO TEM COMO FUGIR DAS FRUTAS E DOS VAZOS, você invariavelmente vai desenhá-los, em algum momento entre a introdução ao tridimensional e as técnicas de sombreamento.

Enfim, no primeiro dia de aula que tive, as dicas mais importantes foram as seguintes:
1. antes de mais nada, divida o papel para encontrar o centro; trace uma linha horizontal separando duas metades e, em seguida, trace uma linha vertical separando também duas metades. o encontro das linhas é o centro da folha, e é importante que seu desenho parta deste local para que fique bem distribuído no papel.
2. para definir o tamanho do desenho (tanto altura quanto largura) repare bem na proporção e marque, antes de começar, os "limites" do objeto - até onde ele vai?
3. definidos os limites, pense no tamanho e em como reproduzí-lo adequadamente. a proporção que já te ajudou antes agora é fundamental para a reprodução.
4. com a mão bem "solta"/leve, marque as formas, com um lápis mais duro (HB, por exemplo). veja o ritmo, onde estão os circulos, as curvas. reproduza as curvas sem se preocupar com detalhes; olhe o objeto como um todo, repare na "sensação" que ele te dá, na continuidade que ele tem e não se preocupe em "rabiscar" o papel.
5. a partir dos ritmos você já pode começar a reparar em detalhes maiores e marca-los, ainda sem tanta precisão. selecione os melhores traços de ritmo e os demarque ainda com o lápis HB.

... esses são passos básicos para um sketch inicial, que não leva tanto tempo para ser feito (isso depende mais da prática) e faz uma grande diferença na qualidade e precisão do produto final, uma vez que estamos abordando, aqui, desenhos mais realistas. Se você já desenha, experimente fazer os exercícios acima antes de passar para um desenho definitivo; escolha algo que queira desenhar e parta do primeiro passo no lugar de já tentar começar a copiar o que vê.

No grafite

Acho que esse é o primeiro post necessariamente sobre desenho que faço. O que me levou a falar disso? Os desenhos que vi no Fresh Pics! Nesse caso, quero primeiro chamar atenção para o copyright que não precisa ser, necessariamente, um registro feito em cartório. Basta uma simples assinatura para identificar o artista e isso faria uma diferença inacreditável porque agora não tem como saber quem é o autor dos desenhos de animais! (Vejam o post no Fresh Pics antes de ler esse aqui.)


Estudando desenho, aprendi inúmeras técnicas interessantes que vão desde como segurar o lápis corretamente até como atingir o tom de sombra desejado sem precisar de delimitar os traços. Os desenhos do Fresh Pics são inacreditáveis não só pela técnica aplicada mas também pela paciência que foi exigida para se conseguir tais resultados e, devo afirmar, o estilo realista é o que exige mais paciência de todos!

Um dos desenhistas que pude reconhecer foi Andy Buck, cujo portfólio já visitei algumas vezes. O outro é Paul Jung, famoso por desenhar gatos para calendários e que, infelizmente, parece não ter um site na internet. A verdade é que esta semana me dedico a procurar por informações dos artistas responsáveis pelos desenhos apresentados. Enquanto não acho muita coisa, faço, aqui no blog, a semana especial do realismo pelo grafite!

New school americano





Por Tanane Whitfield, dono do estúdio Fuzion Ink, também em Virginia Beach!

Mais realismo




Dessa vez por GFresh, 29 anos, Virginia.

Realista e tradicional

Para começar o dia, o trabalho de Josh Richey, 22 anos, de Richmond, Virginia.


segunda-feira, 23 de março de 2009

Hoje tem só um link

Eu tô meio chateada hoje, sem saco para pensar... então vou só indicar um blog, o Isso É Bizarro, mas já vou logo avisando que é só pra quem tem estômago! Ou melhor, pra quem não tem, pra quem nem lembra que o estômago existe... mas que é massa é, dá pra perder umas boas horas vendo os vídeos!

[nota mental e pessoal: Não é uma questão de carência, é uma simples questão de desejo e sentimento. Merda!]