quarta-feira, 8 de abril de 2009

Pra começar o feriado

Então, já que hoje é uma quarta-feira alcoolizada pelo feriado que, apesar de só começar, no calendário, na sexta, é efetivado desde quinta, vai aí um post bem light e santo, por assim dizer. Passeando por um dos meus blogs favoritos, vi as fotos de um artista que, apesar de eu conhecer o trabalho por alto, nunca cheguei a pesquisar sobre. Enfim, o blog me levou a procurar mais trabalhos e a descobrir informações bem interessantes sobre um cara que, sinceramente, eu considerava bizarro e, apesar de não ter deixado de considerar bizarro, desde hoje, também considero um gênio!
Joel-Peter Witkin é um Mestre em Belas Artes pela University of New Mexico, de Albuquerque, que nasceu em 1939 no Brooklyn, Nova York e trabalhou como fotógrafo pela primeira vez na Guerra do Vietnã, de 1961 a 64. A partir daí, decidiu trabalhar como fotógrafo free-lancer e logo foi contratado pelo periódico City Walls Inc.
Segundo ele mesmo, sua visão e sensibilidade vieram a tona quando era ainda criança e presenciou um acidente de carro em frente a sua casa, no qual uma pequena garota fora decapitada. Em suas próprias palavras:
It happened on a Sunday when my mother was escorting my twin brother and me down the steps of the tenement where we lived. We were going to church. While walking down the hallway to the entrance of the building, we heard an incredible crash mixed with screaming and cries for help. The accident involved three cars, all with families in them. Somehow, in the confusion, I was no longer holding my mother's hand. At the place where I stood at the curb, I could see something rolling from one of the overturned cars. It stopped at the curb where I stood. It was the head of a little girl. I bent down to touch the face, to speak to it -- but before I could touch it someone carried me away.

Crescendo, Witkin foi influenciado pelo Surrealismo e pela Arte Barroca e, ao ver um ambrotipo (foto de uma pessoa morta, também conhecido como foto post-mortem; no século XIX essa prática era comum... lembram-se do filme Os Outros?!) de um casal, ele começou a produzir suas fotos experimentais, se utilizando de cadáveres como modelos.
AQUI estão minhas fotos favoritas, além do primeiro link (no nome do artista), que é um portfólio. Mas eu resolvi postar as imagens pequenas para quem se interessar a ver em resolução melhor apenas clicar e coisa e talz... E já vou avisando, para quem se impressiona fácil, a arte não é muito recomendada não... Se resolver seguir com o cursor, é por sua conta e risco!






Estilo único!

O trabalho de Dave Fox chama bastante a atenção por seus traços fortes e bem marcados, muitas cores e um estilo bem diferente que até lembra a tattoo tradicional, mas, no resto, passa longe dela! Esse tatuador de 36 anos da Philadelphia, Pennsylvania tem um estúdio chamado Evil Balls e, no site, dá pra conferir alguns flashes de seus desenhos influenciados pelo heavy metal e até alguns posters e capas de cds para bandas. E por falar em heavy metal, ele é um dos caras que foi para o mundo da toy art, desenhando um boneco para uma série especial de tatuadores...

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terça-feira, 7 de abril de 2009

Outro nome infelizmente pouco conhecido

E, na minha humilde opinião, um dos melhores tatuadores que apareceram por aqui esse mês. Rodney Raines, 36 anos, de Charlotte, Carolina do Norte, tatua no Ace Custom Tattoo!




segunda-feira, 6 de abril de 2009

O blog agora tá no TOP30, não se esqueçam de votar!


Top30 Brasil - Vote neste site!

Top30 Brasil, concurso de sites.

"Get a tattoo, it will encourage people of the opposite sex to sleep with you."

Essa é a frase de apresentação do perfil de "Ugly" Thomas Michael, 26 anos, de Charlotte, Carolina do Norte. Bom, eu concordo e adicionaria "people of the opposite and also of THE SAME sex" rs
Destaque para o trabalho que o cara faz com letras!




sábado, 4 de abril de 2009

Outro americano

Desta vez, um cara de Nova York, Kurt Fagerland, que também manda muito em estilos tradicionais que lembram o new school, além de realismo e até um pouco de new school!



Intervenções

Não sei nem em qual categoria enquadrar esse cara, pois ele é um mestre da intervenção urbana, como vocês podem ver pelo que ele fez no túnel que liga a Av. Europa e a Cidade Jardim, em São Paulo. Alexandre Orion é o responsável por essa "limpeza" a qual ele entitulou Ossário, feito apenas retirando a fuligem grudada no túnel!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

E já que eu comecei...

Vai aí mais um pouco do trabalho do próprio Russ Abbott, responsável pela tattoo do post anterior... ele tem 30 anos e trampa no Ink & Dagger Tattoo Parlour, em Atlanta, Georgia.




quinta-feira, 2 de abril de 2009

Tattoo curiosa


Eu achei essa tatuagem tão diferente, interessante e, ao mesmo tempo, bem feita (imagina se o Zilli fosse o escolhido pra fazer um trem desse? todo mundo ia maiar o coitado que carregasse a tattoo, falando que foi idéia de jirico, que tatuar comida é nada a ver... mas nesse caso, a tatuagem ficou muito legal e bem executada, a idéia pode até ser "duvidosa", mas todo mundo vai pagar pau pra tattoo... tá aí a diferença de escolher um cara mais ou menos ou escolher um cara muito bom), que ela mereceu um post só pra ela. O trabalho é do Russ Abbott, tatuador de Atlanta... eu gostaria de saber quem é o tatuado... rs



quarta-feira, 1 de abril de 2009

Um pouco da tattoo germânica,

no trabalho de A.J. Lingerfeldt, 26 anos, de Bayern.



Old School X New School


Que os estilos se fundiram todos concordam, mas em que momento isso aconteceu não é, necessariamente, determinado...
Antes de falar do que eu considero ser a tattoo moderna, quero colocar aqui um trecho tirado do Portal Tattoo dos mais interessantes sobre a introdução da tatuagem na cultura americana.

A tatuagem foi introduzida no Ocidente no século XVIII, com as explorações que colocaram os europeus em contato com as culturas do Pacífico. Nessa época não existiam tatuadores profissionais, mas alguns amadores já estariam a bordo dos navios e em grandes portos. Na segunda metade do século XIX, as tatuagens viraram moda entre a realeza européia.

No final do século XIX, a febre da tatuagem espalhou-se na Inglaterra como em nenhum outro país da Europa. Graças à prática dos marinheiros ingleses em tatuarem-se. Vários segmentos da sociedade inglesa se tornaram adeptos da arte. Mas mesmo com a realeza tendo sido tatuada, a maioria das pessoas insistia em associar o ato de tatuar com uma propensão à criminalidade e marginalidade. Outros interpretavam a penetração da carne como uma tendência à homossexualidade.

A palavra tatuagem origina-se do inglês tattoo. O pai da palavra "tattoo" foi o capitão James Cook , que escreveu em seu diário a palavra "tattow", também conhecida como "tatau", uma onomatopéia do som feito durante a execução da tatuagem, em que se utilizavam ossos finos como agulhas, no qual batiam com uma espécie de martelinho de madeira para introduzir a tinta na pele. A partir de 1920 a tatuagem foi ficando mais comercial, tornando-se mais popular entre americanos e europeus. Surgindo uma gama de tatuadores que eram artisticamente ambiciosos. Eles acharam muitos clientes nas décadas de 1950 e 1960. Durante muito tempo, nos Estados Unidos, a tatuagem esteve associada a classes sócio-econômicas mais baixas, aos militares, aos marinheiros, às prostitutas e aos criminosos.


Bom, o local de nascimento da velha escola da tatuagem foi o Chatham Square, Nova York, onde Samuel O'Reilly, vindo de Boston, - o inventor da máquina de tattoo moderna, utilizada até os dias de hoje - montou sua loja. Após sua morte, em 1908, seu aprendiz Charlie Wagner abriu uma espécie de fornecedora de materiais de tatuagem e treinou Lew Alberts na técnica de desenhar papéis de parede, técnica esta que seria usada para a reprodução de desenhos de tatuagem. Lew Alberts, então, tornou-se famoso por redesenhar grande parte das primeiras folhas de catálogo de imagens, conhecidas como flashes.
Nos anos de 1910 a tatuagem se popularizou pelos Estados Unidos, inclusive por seu caráter cosmético: blush para as bochechas, lábios coloridos e delineadores. Com a Primeira Guerra, os catálogos de desenhos para tattoo se encheram de temas militares ligados à bravura e à guerra.

Nos anos 20, com a depressão econômica, Chatham Square se tornou impopular e o centro da tatuagem migrou para Coney Island. Tatuadores de todo o país começaram a abrir suas lojas perto de bases militares, principalmente de bases navais, e as tatuagens tornaram-se marcas de viagens também entre os marinheiros dos E.U.A.

Durante a Segunda Guerra, essa arte foi cada vez mais associada a motoqueiros e delinquentes juvenis - quem não se lembra do filme "Juventude Transviada"? - até que, após uma epidemia de hepatite, em 1961, a tatuagem se confinou definitivamente no meio underground. Aqui ela se torna mais uma forma de identificação de gangues, e elementos como socos ingleses, correntes, símbolos e, no caso dos sulistas e mexicanos, caveiras e santos católicos são incorporados aos desenhos.

Mesmo que várias lojas de tatuagem tivessem equipamento de esterilização, poucas o utilizavam, devido à quantidade de gastos gerados. Os jornais noticiavam histórias sobre envenenamento sanguíneo e contaminações causadas por agulhas de tattoo e, mesmo que, incialmente, o governo de Nova York desse a oportunidade, aos tatuadores, de formarem associações para uma possível regulamentação, estando os tatuadores tão independentes, não houve nenhum tipo de organização. Um código de violação da saúde foi emitido e as lojas na Times Square e Coney Island se viram obrigadas a fechar suas portas.

De qualquer forma, essa busca pela "segurança sanitária" despertou a curiosidade de vários jovens da época, muitos envolvidos com formas de arte alternativas como o grafitti, que desenvolveram um novo tipo de conceito para a tattoo - essa seria a nova escola.

A grande popularização da tatuagem nas Américas começou nos anos 70, quando a Califórnia foi o berço dos desenhos que reproduziram imagens de Marilyn Monroe, James Dean e Jimmy Hendrix. Nessa mesma época, os surfistas lançaram a moda de braços decorados com dragões e serpentes. Na década de 80, foi a vez dos tigres e das águias. Desde então, a tatuagem teve um aumento tão grande de popularidade que o número de estúdios subiu de cerca de 300 para mais de 4.000 nos últimos 20 anos, nos Estados Unidos.

terça-feira, 31 de março de 2009

É...


Eu falei que este post vinha logo depois do outro mas demorei um pouco mais pra fazê-lo porque fui pesquisar umas coisitas pra adicionar aqui... Isso significa muita coisa para ler, mas aos interessados, vale a pena.
Nesse meio da tattoo se ouve muito falar em old school e new school e muitas vezes isso fica parecendo um dialeto só pra tatuadores porque às vezes não dá pra saber a diferença de um pra outro... a verdade? NEM OS TATUADORES SABEM MAIS A DIFERENÇA.

Particularmente, eu prefiro considerar old school, ou velha escola, como a gama de profissionais antigos, pertencentes até a terceira geração (no caso aqui do Brasil), devotos inabaláveis do Lucky Tattoo que ainda costumam dar as caras nos eventos, muitos deles tatuando com maior disposição que alguns caras novos!
Mas aí é uma definição pessoal, e quando você passa para a questão de "mundo", é preciso ter um referencial. Então, vai aí o referencial necessário para se entender o que é o estilo old school:
1. Traços simples e limpos, bem como a apresentação do desenho, também simples e limpa.
2. A idéia de sombra é marcada pelo preto, mas apenas marcada. Por não ter efeito de brilho nem de profundidade, o desenho parece mais plano mesmo.
3. Os motivos mais comuns são as âncoras, corações, adagas, mulheres (com forma mais caricatural), nomes e frases em faixas. São temas que, na época da guerra, foram largamente utilizados por marinheiros, a única "casta" de tatuados não condenada ao underground.
4. Além de simples, o traço é invariável, ou seja, todo de uma mesma espessura, grossa e uniforme (normalmente são feitos com buchas de 7 ou 9 agulhas que formam uma espécie de "bico" redondo quando soldadas juntas).

O old school é sempre uma boa opção de tattoo por não sair de moda, e manter a qualidade com o passar do tempo, mesmo que a tinta "se espalhe" um pouco pela constante movimentação da pele.

Por enquanto não vou usar a história da tatuagem como referência para não confundir estilos, mas queria ressaltar que, hoje em dia, é muito difícil encontrar um desenho que seja verdadeiramente um old school, respeitando os elementos e o estilo em si. Por exemplo, socos ingleses, olhos e diamantes começaram a aparecer nos desenhos mais tarde, e já caracterizam uma mistura de estilos. Esta mistura já vai dar para entender no próximo post...
- o desenho e a tattoo são trabalhos de Danny G.

Tradicionalismo inspirador

Um dos meus estilos favoritos, porque não tem jeito, old school é o tipo de desenho que fica mais bonito na pele, mais chama a atenção e permanece por mais tempo definido, como se a tattoo fosse nova!... Vou até aproveitar e dedicar esse post pra GABI, que é uma das pessoas que conheço que mais preserva as tattoos rs e fez as melhores escolhas também, - a maioria, num estilo tradicional - até pro cover up! Fica registrada aqui a minha invejinha... e minha declaração também, porque tá pra nascer alguém que me encante tanto quanto essa pessoinha!
Voltando ao foco, os trabalhos aqui foram feitos por Danny G., que já vai ganhar um segundo post logo depois deste com mais dicas a respeito de desenhos e estilos...
Ele tem 23 anos e tatua no Electric Soul, em Lancaster, na Califórnia.





PERGUNTA DIRECIONADA: O QUE ACONTECEU COM O BLOG TATTOO GRRRLS? O link não tá mais direcionando... :(

segunda-feira, 30 de março de 2009

Vamos às dicas

No post anterior eu apresentei o trabalho de Sean Karn que é um bom exemplo quando se trata de tatuadores que trabalham o realismo sem traço, principalmente por fazer mais representações de animais, que exigem um grande trabalho de textura, muitas vezes, em detrimento da sombra e, para completar, essas tattoos de animais quase sempre têm uma paisagem ao fundo, com o céu e o mar ou cachoeiras e pedras... enfim, elementos que também raramente levam traço e quase nunca levam sombra... Antes de chegar ao ponto principal deste post, eu gostaria que vocês reparassem bem nesses detalhes que eu descrevi na prática, através das fotos abaixo; reparem, também, na fusão das cores e no papel crucial que elas têm ao definir elementos como o movimento das águas ou o semblante de uma floresta, por exemplo (todas as tatuagens foram feitas pelo Sean Karn):






Não é preciso dizer que poucos são os tatuadores capazes de realizar trabalhos como os acima e que esses só são recomendados para quem tem a pele bem clara... além do mais, se o profissional seguir um estilo mais tradicionalista de tatuar, é bem provável que ele se recuse a fazer algo do tipo, alegando que desenhos como este, na pele, com o tempo, podem virar um grande "borrão" - a não ser que ele pertença à narcísica casta do nosso querido Zilli, que parece tratar a pele com um pedaço de papel que, depois de envernizado, não vai enrugar nem descascar nem se danificar pela exposição do sol.

A tatuagem acompanha a pele em suas mudanças advindas da idade, portanto, quanto melhor você cuidar de sua pele, por mais tempo você manterá, também, o aspecto original de sua tattoo. É exatamente por isso que se vê muito, principalmente em pessoas que se expõem constantemente ao sol sem proteção, tattoos desbotadas e "estouradas", com traços grossos. A tendência da tinta de se expandir pela pele à medida que esta envelhece é algo natural e, de certa forma, inevitável, mas que pode muito bem ser evitada simplesmente seguindo a risca os conselhos contidos daquele papelzinho que você ganhou ao fazer a tattoo e que provavelmente nem foi lido até o fim para ser esquecido em uma gaveta qualquer... Pense nisso!

Outros caras bem famosos que fazem maravilhas usando apenas técnicas de sombrear e colorir já apareceram por aqui antes, mas optei por exemplificar com Sean por esse estilo parecer mais óbvio aos olhos em tatuagens realistas de animais.